domingo, 10 de outubro de 2010

JANEIRO

Nessa manhã 16 Janeiro não tive tempo de reflectir,disse o que tu já devias ter percebido.
Não pude deixar de te atirar à cara tudo o que disseste, prometeste,juraste e não tiveste coragem de cumprir.
Não consegues romper com a dependência da familia, enquanto eu fui onde ninguém teria coragem de ir, e sabes porquê? porque não tenho medo, não vivo na mentira das relações, nem do casamento, nem da sociedade, não vivo no terror de perder. Mais nada.
Tu ao contrário, findaste o teu jogo, e continuaste no teu papel de marido, marido infiel é certo, mas continuas a fazer de conta que és casado, que tens familia e que tens alguns bens que nem sequer são teus.
Como poderei descrever como foram para mim os dias e as horas depois disto, desde então dezanove meses se passaram.
Fala, fala! estou farta do teu silêncio.
Vivi num sonho, terei já saido desse sonho, e as minhas recordações.
Foi um verdadeiro sonho em que me afoguei, nunca em toda a minha vida tinha conhecido um amor assim, um amor tão grande como este, era o céu que agora se nublava e enchia a minha vida de cinzento.
O desgosto misturava-se com o espanto, como poderia continuar sem o meu grande e louco amor.
Silêncio, só silêncio, e nesse silêncio sinto-me envolvida em desgosto e dor, enquanto a minha alma continua prisioneira desse amor.

PELA CALADA DA NOITE

Vem pela calada da noite
Fazer amor comigo
Depois vai embora
Antes do sol nascer
Sem que ninguém saiba
Para esse amor ser só meu e teu
Pois nem mesmo a nossa sombra o deve ver
Assim acredita que felizes vamos ser

ONDE

Onde estou ou para onde vou
Que importa se não sei
Voltar atrás não é possivel
Andar para a frente não sou capaz
O que importa a vida se comigo não estás
Mataste-me sem tiro
Roubaste-me o futuro e o destino
Acabaste com a minha vida
Deixaste-me sem caminho

IDENTIDADE

Se crias uma personagem para esconderes a tua identidade
Se escondes a pessoa que tu és de verdade
Se foges de ti e da felicidade
Então tens vergonha de quem és
Não vale a pena por ti lutar

SETEMBRO

Gosto de estar aqui nesta altura do ano. Sente-se o silêncio no ar, os dias ainda quentes trazem no vento a lembrança de que o Verão terminou, e daqui a alguns dias apenas as gaivotas ficam, como uma mancha de penas na areia que será arrastada pelo Inverno.
Os finais de tarde na geladaria veneza a comer um gelado de arroz doce e a olhar os iates na marina, que me fazem sonhar com belos cruzeiros ao pôr-de-sol, a trocar doces beijos contigo, e a sentir de novo aquele aperto na barriga, e brilho no olhar.
Sabes o que dizem os meus amigos, dizem que os meus olhos só brilham quando falo ou me falam de ti. Acredito!
Sim, és tu a única pessoa que ilumina a minha vida e põe brilho nos meus olhos.
A nossa história deixou em mim dias de sol, momentos de felicidade e a certeza de que o amor não morre nunca, passe o tempo que passar, sempre será o mesmo céu que nos cobre, a mesma lua que vemos e as mesmas estrelas que iluminam a nossa noite.
Não foi fácil arrancar do meu peito toda a raiva pelo mal que me fizeste, não foi fácil consertar o meu coração despedaçado em mil cacos, mas com o tempo, a pouco e pouco, fui colando cada um, com raios de luz, e sopros de amor.
Acredito que esta é a melhor cola do mundo,não deixa vestígio de qualquer cicatriz.
Sou uma mulher totalmente feliz, não perdi o amor por ti e a saudade que sinto não vem com ansiedade mas com doces lembranças.
Contigo aprendi tanta coisa...
Deus já nos juntou duas vezes e vai juntar-nos de novo, nesse dia serei a tua fortaleza,o teu alicerce, teu porto seguro...
Não tenho pressa...
Tenho muito para construir antes de chegar esse dia.
Finalmente aprendi a serenidade e a paciência para esperar o que foi,é e sempre será meu. Tu!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

GENTE

Gente que faz de conta que tem vida
Gente que faz de conta que é feliz
Gente que faz de conta que é casada
Gente que não sabe ser gente
Gente que procura sexo, aqui e ali
Gente que não tem amor
Gente que não passa de rato de esgoto
Chafurda na lama
Escondida nas catacumbas

Gente que não sabe o que é a verdade
E de tanto mentir
Já não sabe qual é a realidade da sua vida

Gente fria, ambiciosa
Gente sem limites
Gente que nunca soube dar amor e tão pouco o recebeu
Gente que não sabe o que é amor, porque nem nunca o sentiu

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FUGISTE

Fugiste mas não resististe
Voltaste de novo e querendo fugir voltavas sempre
Mas, homem fraco e sem vontade continuavas sentado a uma mesa com uma toalha cheia de nódoas que lexivia alguma já branqueava e deitado numa cama onde um cobertor esburacado te dá a ideoia de conforto ou alguma companhia, pobre , triste , tão enganado.
Na minha cama não há cobertor mas tens o meu corpo quente à tua espera, na minha mesa de cabeceira há uma fotografia dos dois com sorriso nos lábios e felicidade nos olhos.
Na minha mesa não há toalha mas uma organza com cores de alegria a esvoaçar de liberdade.
A liberdade de seres tu, tal como és, e mesmo assim seres amado, adorado, apreciado, idolatrado e sobretudo respeitado nas tuas diferenças.
Eu amo-te e sei amar-te com todos os defeitos e com as virtudes que teimas em esconder, mas que eu sei ver e reconhecer e amo sem te ver, e amo na alma e no corpo quando quiseres

PARTI

Parti sem ti mas não desisti.
Chorei de saudade mas não deixei o amor escapar na distancia dos dias e de bsentir felicidade nos momentos contigo vividos.
Continuo a acreditar que tudo valeu a pena e que pior que perder um amor é nunca o ter vivido.
Pior que despejar uma caixa de lenços de papel para secar as lágrimas por ti derramadas, é nunca ter tido ninguém por quem chorar, é não ter estado nos braços de alguém, sentindo-se no céu,é não ter ouvido a voz de alguém como se fora um canto de anjos e não ter sentido na pele o desejo dos teus dedos.
Tive-te por inteiro, senti o teu corpo e abracei a tua alma,dormi ao teu lado, acariciando os teus cabelos com palavras de amor para acalmar as tuas insónias, deixei aceso o candeeiro no quarto de vestir para te proteger dos teus medos, como quem proteje um filho nas primeiras noites de vida.

PARTI