quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FUGISTE

Fugiste mas não resististe
Voltaste de novo e querendo fugir voltavas sempre
Mas, homem fraco e sem vontade continuavas sentado a uma mesa com uma toalha cheia de nódoas que lexivia alguma já branqueava e deitado numa cama onde um cobertor esburacado te dá a ideoia de conforto ou alguma companhia, pobre , triste , tão enganado.
Na minha cama não há cobertor mas tens o meu corpo quente à tua espera, na minha mesa de cabeceira há uma fotografia dos dois com sorriso nos lábios e felicidade nos olhos.
Na minha mesa não há toalha mas uma organza com cores de alegria a esvoaçar de liberdade.
A liberdade de seres tu, tal como és, e mesmo assim seres amado, adorado, apreciado, idolatrado e sobretudo respeitado nas tuas diferenças.
Eu amo-te e sei amar-te com todos os defeitos e com as virtudes que teimas em esconder, mas que eu sei ver e reconhecer e amo sem te ver, e amo na alma e no corpo quando quiseres

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